Reza a lenda que o trânsito de Brasília é um dos mais fluentes do Brasil, que é visto com excelência pelos departamentos de trânsito espalhados pelo território. Particularmente discordo de tal afirmação e digo que o trânsito da capital é um verdadeiro caça-níqueis legalizado, onde o viciado é o condutor do dia – a – dia.
Em todo o mundo o Brasil é referência no que compete a registro de velocidades alteradas nas vias. Em qualquer outro lugar não encontra-se o aparato que os órgãos fiscalizadores possuem para controlar o tráfego de acordo com as normas vigentes no Código Brasileiro de Trânsito.
E tal aparato é utilizado em até certo excesso em Brasília. Vias por exemplo de 2000m, onde estão presentes 5, 6 radares de velocidades ou como são conhecidos, os pardais. Estes infestam todos os cantos da cidade. Alguns muito visíveis, outros totalmente camuflados para pegar os motoristas mais desprevenidos.
Ah, sim. Esses pardais, incalculáveis os que estão presos aos postes de iluminação. Sempre mantendo o DETRAN – DF com os cofres gordos. Para quê? Para investir em mais fiscalização e garantir mais lucros. É óbvio que uma fatia gorda desse lucro pode ter destino duvidoso, como uma conta corrente pessoal, mas é apenas suposição.
Até mesmo na fiscalização feita por homens é visto a visão empresarial desse sistema. Várias multas leves são perdoadas pelo “jeitinho brasileiro”. Afinal, para que lavrar uma infração leve se posso esperar 2 minutos e flagrar uma gravíssima que pode render mais 900 reais ao cofre do Departamento de Trânsito?
Brasília é uma das cidades com maior renda per capita do Brasil, onde os agentes fiscalizadores do DETRAN devem estar incluídos na parcela que recebe mais. Completamente abusivo? Sim, mas se for para não levar multa alguma, melhor tomar o ônibus no ponto mais próximo de sua casa.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
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