No estádio Defensores del Chaco foi confirmado todo o otimismo por parte paraguaia. O time alvi-rubro veio a campo com uma formação ofensiva com 3 atacantes. Confiando em seus jogadores e na pressão de sua torcida assim eles vieram.
O Brasil foi a campo com uma escalação defensiva demais, que formou quase um ferrolho no time, tanto pela quantidade de volantes quanto pelas características dos laterais Maicon e Gilberto.
Dunga se acovardou diante da soberba paraguaia e escalou o seguinte time: Julio César, Gilberto, Juan, Lúcio, Maicon, Josué, Mineiro, Gilberto Silva, Diego, Robinho e Luis Fabiano.
Na primeira etapa os donos da casa partiram para cima com tudo o que tinham. Principalmente com Cabañas, o carrasco de Flamengo e Santos, que se não conseguisse os lances por habilidade, o faria na base da vontade.
O Brasil teve chance numa bola mal recuada do goleiro paraguaio. Robinho dominou e não conseguiu executar um bom passe para Luis Fabiano.
Alguns minutos depois, Cabanãs da entrada da grande área acertou a trave de Júlio Cesar. O Brasil já não resistiria mais à pressão.
Aos 25 minutos, escanteio cobrado. A defesa seguiu Cabanãs na primeira trave, o atacante deixou a bola passar e Roque Santa Cruz, com o gol escancarado, empurrou para dentro.
Depois do gol o time brasileiro que já não vinha bem, com seu meio e laterais engessados, não conseguiu criar lances de perigo e assim terminou a primeira parte, com um Brasil covarde e apático.
No segundo tempo tempo, Dunga voltou com Anderson no lugar de Josué, com a intenção de dar mais mobilidade ao time.
Logo aos 2 minutos, Veron foi expulso por entrada em Robinho. Tudo parecia ser diferente nessa etapa, parecia.
A partir disso o Brasil partiu para cima do Paraguai, mas de forma desordenada, com um certo desespero. Com as ações sem muita consistência, acabava cedendo constantes contra-ataques para a seleção adversária. E num deles saiu o gol.
Após defesa de Julio Cesar, Cabañas empurrou para as redes.
Depois do gol Dunga mostrou um claro nervosismo. Lançou Adriano e Julio Baptista na esperança de conseguir um time mais ofensivo.
O time insistiu em cruzamentos do bico da grande área, facilitando para a defesa paraguaia. As únicas boas chances saíram dos pés de Anderson em dois chutes de fora da área e nada mais.
Fim de jogo, festa alvi-rubra no Defensores del Chaco e lamentos verde-amarelos.
Agora a situação do técnico Dunga fica mais complicada do que antes da última partida.
Uma certa desconfiança que pairava no ar, se transformou em um pessimismo.
Quarta feira, às 21:45, diante da Argentina, Dunga tem a chance de se manter no cargo de técnico ou balançar ainda mais.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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