sábado, 16 de agosto de 2008

Retornando..

Reativando o blog com uma pequena poesia de minha autoria.
Aproveitem.

"O dia nasceu com o Sol gélido,
combinando com os indivíduos
frios, secos e ríspidos
Vão e vem com as faces desfiguradas

O ser humano moderno e apático
não se importa se é dia ou noite
calor ou frio
mas apenas consigo mesmo

Observo a rotina que nos atinge
e me indago, “Onde está a beleza?”
Onde está o “bom dia” amigável?
E o abraço? E o “eu te amo”?

Perdemos nossa graça, nossa cor
Não nos sentamos mais para ver o pôr-do-sol
A graça de brincar com o filho,
de se reunir com os amigos,
de se banhar na chuva,
se esvairiu durante o tempo.

Nos tornamos sem graça, sem alma
gélidos como o Sol que nasceu
Sem alma, sem amor
Estamos cinzas, sem cor

Estamos mortos, meu caro
Cada um recluso em seu mundo
Enclausurado em sua própria ignorãncia
Em sua arrogância e frieza

Tudo fruto do medo
Do medo de amar,
de sentir as mais fortes emoções,
de arriscar no improvável...
Resumidamente, medo de viver

Mas entre os seres,
mecanizados, petrificados
Há pequenos pontos de esperança
Esperança que apenas parece morta,
mas que insiste em seguir o velho ditado

Esses pontos são pequenos botões
que se mantém vivos, porém fechados
Entretanto, ao menor feixe de luz
se abrirão e brilharão intensos

Os botões que se abrem
são justamente os que se permitem viver
que arriscam sem medo,
que crêem no impossível

São aqueles que têm no coração
a singela e perpétua esperança
Esperança, Ah! Doce esperança

Ela se traduz ma mais importante beleza,
a de viver
que habita cada um que se abre para a vida

e reluz, forte, arrebatadora

A beleza da vida inflama
capacita, surpreende
e há de transformar o imutável...
Basta acreditar"

Um comentário:

Anônimo disse...

nuus Guii fikou lindoo mesmoo , parabeens *--* bjuus : Jessica/Wiill