Um dia desses numa das minhas inúmeras viagens de ônibus que recheiam minha rotina, me deparei com uma figura que era comun e diferenciada em simultaneidade. Era mais um entre váris pedintes que adentram os veículos do transporte público com a permissão do motorista para recolher a esmola, bem típico.
Porém o que chamou a minha atenção foi o seu rosto. O sujeito havia se pintado com tinta preta e fez dois traços na bochecha na posição vertical. Um verde e o outro amarelo em clara alusão à bandeira nacional.
O mais curioso foi a sua primeira frase: "Não estou fazendo protesto, nem nada..." Eu logo pensei: "Ora, é claro que é um protesto. É a própria mazela social protestando!". Aquele rosto negro signficava tudo o de obscuro o que passou até chegar àquela condição de morador de rua. As cores da bandeira explicitam qual é o produto da situação brasileira, ele é o resultado áureo dos problemas do Brasil.
E no dia em que a ferida ficou ainda mais exposta, o homem recolheu alguns centavos, pediu a benção de Deus aos contribuintes e saltou. Talvez naquele ônibus só eu tenha saído com os ouvidos zunindo pelo grito silencioso que o homem fez. Até a próxima viagem.
PS: História verídica.
quarta-feira, 11 de março de 2009
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