sábado, 2 de maio de 2009

Ambientalista, huh?

Era uma tarde chuvosa, estava esperando uma carona para retornar ao meu confortável lar quando deixei um papel de bala cair sem intenção alguma. Apenas caiu lentamente, nem percebi. Mas alguém ao lado sempre olha você sempre é observado. Não foi diferente dessa vez.
Uma jovem, de aproximadamente 15 anos viu o papel descer da minha mão lentamente e me deu um cutucão daqueles e disparou:
- Com o mundo acabando, você não tem vergonha de jogar lixo no chão?

Virei com a calma de alguém que queria fazer uma daquelas cenas típicas do Steven Seagal depois de ter a família morta e me deparei com aquela... coisinha. Óculos grossos, calça amassada e uma camisa do Greenpeace. A única coisa que me veio foi:

- Ah, f...

Mas ficou apenas no pensamento. Ao invés disso disparei:

- Vergonha? Não tenho consciência ecológica, deixo aí mesmo.

Vi o sangue avermelhar os olhos da menininha que começou um discurso daqueles sobre meio ambiente, foram 5 minutos de profunda sonolência. Falando sobre rios, florestas e blá, blá, blá. Foi então que resolvi perguntar a ela, qual a saída pra tudo isso, qual é a real, se via alguma saída.

Foi o início de um profundo silêncio. Este quebrado pela lição de moral clichê que tive de aplicar:

- Pior do que não ter essa consciência ecológica, é ter pseudo-consciência. Se quer apenas aparecer, tente um suicídio e local público. É um “horror-show” dos bons e ainda comove.

Minha carona chegou, liberando gás carbônico no ar e fui pra casa sossegado, com um enorme peso na consciência de que a cada dia mato cerca de 10 árvores, que meu violão é fruto da morte de mais uma, que a água que utilizo dificilmente vai ser utilizada. Nossa, um sofrimento, não?

Um comentário:

Anônimo disse...

Sofrimento sim ¬¬
Coisa feia, jogando papel no chão. Tá poluindo as coisas, rapá.