segunda-feira, 28 de abril de 2008

Estaduais – Decisões definidas e outras nada definidas.

No Domingo os estádios do Brasil afora ficaram movimentados com as partidas finais dos campeonatos estaduais. Em alguns jogos o campeão já está definido, ou bem perto disso. Em outros a situação é completamente aberta, imprevisível.


Minas Gerais


Simplesmente a maior goleada do clássico. No ano do Centenário do Atlético-MG, o Cruzeiro descarrilhou 5 gols na meta alvinegra. Mesmo até os 20 minutos, onde se percebia ainda uma competitividade por parte do Galo, era nítida a superioridade celeste.

Depois dos dois gol sofridos em uma grande infelicidade da defesa, o Atlético se desestruturou emocionalmente, ficando totalmente desorganizado e levando um 3x0 já na primeira etapa.

No segundo tempo o Cruzeiro continuou avassalador, levado principalmente pelo meia Wagner, que teve uma atuação brilhante.


Com a goleada, é praticamente impossível que o Galo consiga reverter, logo, Cruzeiro campeão.

Palpite para o próximo jogo: 1x1




São Paulo



Jogo histórico para os times do interior. Pela primeira vez um time de fora da capital deciciu o torneio em seu estádio.

Porém a alegria do time só durou nisso e na calorosa recepção do ônibus dos jogadores.

O Palmeiras se aproveitou de uma falha da defesa, onde o pequeno Kleber se antecipou aos zagueiros e ao goleiro Aranha no escanteio.

A partir daí o Alvi-verde admnistrou o resultado, apenas se segurando na defesa. Valdívia saiu para a entrada de Denílson, para que não recebesse um cartão amarelo.

Com a derrota dentro de casa, fica muito complicado para a Macaca vencer o Palmeiras no Palestra e sair de lá com a taça. Mesmo sendo consenso que nada é impossível, é difícil imaginar uma Ponte Preta aprontando uma dessas.

Palmeiras “70% campeão”, no próximo jogo: 2x0 pro Porco.



Santa Catarina


Partida movimentadíssima. Várias chances de gol, os dois goleiros trabalharam com excelência.

Prova disso é o gol do Figueirense, que saiu de uma falta desviada, sem chances de defesa.

Após o gol, o que se viu foi um jogo franco, os dois times abertos, procurando sempre o gol. Embora nenhum outro tento tenha sido marcado, foi um embate bonito de se ver.

O título está totalmente em aberto, com ligeira vantagem para o Criciúma por jogar em casa.

Próximo jogo, Criciúma 1x0, prorrogação e depois pênaltis vencidos pelos donos da casa.




Paraná


No primeiro Atletiba, o Coxa largou na frente com a vantagem de dois gols.
Numa crescente desde as semifinais, o Coritiba fez uma partida consistente, com os setores do time bem equilibrados e baseados no talento do garoto Keirrison, que anotou um gol.

Não pela qualidade dos times, mas pelo momento vivido, fica difícil para o Atlético-Pr buscar o título.

No segundo jogo, 2x2, com gol de Keirrison, se despedindo do Coxa com um títulom rumo ao Palmeiras para a disputa do Campeonato Brasileiro.



Rio Grande do Sul


Juvenal no Alfredo Jaconi, com gol no final.

Uma partida duríssima travada pelos dois times e com um Inter segurando o empate, para poder decidir no Beira-Rio, onde teoricamente conseguiria facilmente a vitória.

Até que na altura dos 40 minutos do segundo tempo, o atacante Fenandão, do Inter, vacilou e perdeu a bola no meio campo.

No contra – ataque, gol do Juventude, para alegria da cidade de Caxias do Sul.

Com esse gol sofrido no final, a decisão fica imprevisível
Próximo jogo, 0x0 agoniante em Porto Alegre e jogo número 499 de Lauro pelo Juventude.



Rio de Janeiro



Um Maracanã lindo recebeu mais de 70 mil torcedores para presenciarem Botafogo x Flamengo.

Na primeira etapa, o árbitro estagnou a partida, marcou absurdas 54 faltas. Parecia marcar até espirro.

Os dois times vieram com outra proposta para o segundo tempo, fizeram um jogo mais aberto, mais bonito de se ver.

O Botafogo mesmo com um Lúcio Flávio pouco inspirado ia pra cima e chegou a carimbar a trave de Bruno num lance onde a bola poderia ter sido tocada para o meio da àrea.

Alguns minutos depois, Eduardo tentou jogar a bola entre as pernas de Leonardo Moura, o rubro negro roubou a bola e lançou Diego Tardelli, que avançou e tocou para Obina empurrar para o gol.

Tardelli e Obina que saíram do banco para o jogo, mas quem pensa que foi apenas isso que mudou no time está enganado.

Joel manteu Marcinho no jogo, o empurrando para o meio, fazendo uma função parecida com a de Renato Augusto, o que tornou o jogo rubro-negro mais articulado e ofensivo.

Tardelli se posicionava bem aberto nos dois lados do campo, fica visível no gol.

Já Obina, esse tem realmente estrela e acabou por estar no lugar certo, na hora certa.

Mesmo com a vitória por 1x0, nada está decidido. O Botafogo tem a volta dos 4 titulares que ficaram de fora e o Flamengo tem uma viagem para o México, onde enfrenta o América pela Libertadores.

Promessa de emoção para a segunda perna da final, ao meu ver será um empate em 2x2, sacramentando o 30º título estadual do Flamengo.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aquecimento Global, o outro lado.

O ponto de vista dos amibientalistas já é algo batido para a sociedade. Causas, consequências, soluções possíveis se repetem entre artigos, textos, documentários e afins.

No ano de 2007 um documentário encabeçado pelo político Al Gore repercutiu muito aor redor do mundo e mostrou dados explicando o que o ser humano causou e está causando no planeta. É fato que a ação humana agrava o famoso efeito estufa, mas com em tudo no mundo, há um outro lado nessa história toda.

O primeiro passo dessa outra visão é assumir que, aquecimento global é um fenômeno natural, nãoum produto do desenvolvimento humano. O segundo é que mesmo que os países praticassem o chamado desenvolvimento sustentável, ainda assim o planeta sofreria consequências.

Sofreria justamente pelo fato de que a Terra está sob um período de elevações de temperatura média. Tal fato não é nada anormal ao analisar-se os mesmos gráficos do mesmo documentário de Al Gore. Nota-se um período de grande aquecimento, seguido de outro muito frio.

Ao longo da história do planeta, houveram grandes variações da temperatura. Após isso, huve uma estabilização, que coincide com o surgimento da vida terrestre.

O que acontece hoje é a volta dessa oscilaçao térmica, entretanto há um ponto fundamental nesse aspecto. É que a volta dessa “instabilidade” seria lenta. Entretanto o ser humano acelerou esse processo, fazendo com que o planeta aqyeça muito num curto espaço de tempo.

É preciso que se argumente com cautela e se faça a análise sob todos os pontos cruciais. O que a maioria dos ambientalistas, juntamente com a mídia fazem é uma superstimação do fato. Discursos com inconsequentes hipérboles,sem uma base sólida se tornaram corriqueiros.

O que é crucial nesse rodeio de informações é saber discernir argumentos levianos, de sérios, para não cairmos numa visão tão melancólica do futuro do nosso planeta.





Eu não gosto muito desses assuntos clichês, mas resolvi escrever sobre enquanto assistia Liverpool x Chelsea. Bem fraquinho, mas está aí. Abraços.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Palmeiras 2x0 são Paulo


Polêmica, boa parte se resume a isso.



O clima nada amistoso já havia sido instaurado bem antes da partida no reformado Palestra. O time do São Paulo havia falado que não haveria condições de jogar o clássico no tão querido estádio pelos palmeirenses.


Nada foi mudado e o jogo ocorreu normalmente, ou não.


Na primeira etapa bastante equilibrio.Os dois times brigaram bastante, fizeram um jogo disputado, sem muito brilhantismo.

Pelo pé esquerdo de Adriano surgiu a melhor chance do São Paulo, mas foi desperdiçada. O Tricolor teve algumas outras chances, mas sem muito perigo, enquanto o Palmeiras pouco produzia.

Curiosamente, na primeira chance que teve o time alvi-verde abriu o placar.

Na altura de 21 minutos, Léo Lima a 35 metros do gol arriscou um chute. Hernanes saiu da linha da bola, Ceni foi mal e engoliu o frango.

A partir do gol, o time do Palmeiras se animou e novamente Léo Lima voltou a ameaçar a meta de Rogério, mas sem sucesso. A primeira etapa termina com um clima absolutamente normal.


Normal apenas até o intervalo. Estranhamente a equipe do São Paulo sai do vestiário bem mais cedo que o esperado. Do túnel saem jogadores passando panos, água, mãos para aliviar um suspeito spray de pimenta jogado no momento em que Muricy Ramalho ia começar a palestra de reorganização do time. Muricy aliás, que passou mal com o tal spray.


A polêmica é instaurada, o São Paulo se revolta, no Palmeiras ninguém sabe de nada e começa o segundo tempo.


Para o segundo tempo Muricy apostou em Hugo, no lugar de Borges, o Porco foi sem alterações e começou melhor, com cobrança de falta de Elder Granja, porém na barreira.

O jogo retornou bem equilibrado, com os dois times correndo atrás do gol. Antes do 15 minutos o time do São Paulo era mais incisivo, mas não eficiente.

Como últimas cartadas, Muricy tirou Junior(lateral) e jogou Borges no jogo, já Wanderley Luxemburgo tirou Alex Mineiro e colocou o garoto Lenny.

Aos 35 minutos o time tricolor perdeu André Dias, por deixar o braço ao rosto de Valdívia. O chileno aliás que deu o que falar. 2 minutos depois, o São Paulo perde boa chance e em contra-ataque puxado por Wendel, o “Mago” empurra para as redes de Rogério Ceni. Na comemoração, ele faz o gesto de “silêncio”, em direção ao goleiro.


Logo após o gol o segundo episódio pitoresco, os refletores do estádio se apagam. A revolta é geral. Muricy já irritado desde o intervalo, abre os braços olhando para Luxemburgo que diz que não tem nada a ver com isso.

Na discussão no centro do campo, Rogério Ceni dá um tapa no provocativo Valdívia e logo o jogo recomeça.

Martinez ainda foi expulso por um lance grotesco em cima de Fábio Santos e foi só. Palmeiras polêmico classificado para a final do paulistão.



Nota: Esse spray de pimenta me lembra outro fato que acontecia no Rio de Janeiro. No estádio do Bangu, o famoso pó-de-mico era jogado no vestiário do adversário. Quando se pensa que casos assim já ficaram no passado, voltam á tona, só um pouquinho mais “maquiado”.

sábado, 19 de abril de 2008

As duas faces de um gênio

Amor incondicional ou ódio mortal, fãs fervorosos ou críticos ferrenhos, gols e talento exaltados ou questionados.

Não existe indiferença em relação a Romário de Souza Faria. Nem de quem pouco se importa com o que acontece no campinho nosso de cada dia.

E tampouco o "Rei da Mídia" quer isso. O jogador que mais soube usar a visibilidade em seu proveito - ou não - nunca quis passar despercebido. Para o bem ou para o mal.

Por isso, nesta homenagem ao craque aposentado, este texto se nega a ficar míope e enxergar apenas um lado de um personagem multifacetado.

É dever lembrar do estilo diferenciado; dos lances fantásticos; da fase espetacular no Barça em 93, onde conseguiu - para este colunista - o desempenho mais próximo de Pelé, numa união de beleza e objetividade assustadora; de comandar, quase como o "Exército de um homem só", o ataque na Copa de 1994, do sensacional ano de 1997, quando se sentiu desafiado pelo Fenômeno Ronaldo e conseguiu melhores números e performances na Seleção do que o bi da Bola de Ouro, com direito a golaços contra México e Itália e lançamento de letra de 30 metros para o Roberto Carlos; do "elástico" em Amaral; dos 73 gols em 2000, quando colocou na cabeça que queria voltar à Seleção e jogou como nunca e, por último, a artilharia, aos 39 anos, do Brasileiro de 2005 e a perseverança na busca do "milésimo".

Mas também não dá para esquecer a indolência; o egocentrismo de quem chegou a se denominar Deus e sempre buscava privilégios e esquecia que o esporte que praticava é coletivo; as agressões a companheiros e torcedores; algumas misteriosas "contusões" em jogos decisivos; o incrível gol perdido na final de 94 contra a Itália e a pífia atuação, anulado por um Baresi alquebrado; as promessas não cumpridas no Flamengo, os inúmeros inimigos que conquistou por onde passou, as Copas que deixou de disputar por conta de seu temperamento e, por fim, a falta de timing para perceber o melhor momento de parar.

Aliás, até o anúncio de seu adeus aos gramados é polêmico e inesperado, divulgado quase "en passant", no lançamento de seu DVD. Para muitos, um alívio e motivo a mais para massacrá-lo; para outros, um momento de triste nostalgia.

Romário na ótica de seus críticos será sempre "O artilheiro desnecessário". Para seus admiradores, a alcunha que somente outro craque genial e genioso como Johan Cruyff poderia criar para definir perfeitamente um jogador (e não atleta) indecifrável: "O Gênio da Grande Área".

Indiferente - ou não - a isso tudo, o Baixinho vai seguir seu caminho. Provavelmente mais um jogo de despedida o trará de volta ao cenário futebolístico e novamente ele será o centro das atenções. Mais munição para fiéis e detratores.

Isso é Romário. E vai ser difícil apagar da lembrança.

Valeu, Baixinho! Apesar de tudo...



por André Rocha.


http://youtube.com/watch?v=2wIC36KT97E



sexta-feira, 18 de abril de 2008

The Doors, a alegria e a decepção.

No dia 12/04/08 eles vieram à Brasília. Sem Jim, óbvio, mas assim mesmo seria inesquecível.
Se apresentaram com o clássico atraso dos shows no Brasil. Os fãs roíam as unhas para que começasse logo e não terminasse nunca.
O show tinha tudo pra ser bom, uma banda da velha guarda, numa cidade onde o rock tem um grande público. Como frisado, tinha.
A começar pelo local escolhido. O ginásio Nilson Nelson é um dos piores locais para se realizarem shows em Brasília. O público que fica nas arquibancadas tem uma visão ruim e o som se propaga terrivelmente diminuindo a qualidade do espetáculo.
Os organizadores fizeram pouca divulgação, ridículo para uma banda de tamanha importância para a música, realmente uma pena.

Durou aproximadamente 2 horas. O vocalista supreendeu, cantou muito bem. Apesar de se vestir como Jim, em algum momento quis ser o mito. O restante da banda executou as músicas muito bem, apesar de a percepção disso ser muito difícil.
O público não foi o ideal, os admiradores de rock gostaram, os fãs odiaram. Foram comentadas ausências de músicas clássicas dos Doors, a única ausência defensável foi a de “The End”, já que a banda de hoje deixou claro que não iriam tocá-la em show algum.
Mesmo com todos os defeitos, por incrível que pareça, foi um bom show. Não levou pessoas a dançarem loucamente, mas agradou no geral. Agradou por dois motivos: Porque são os Doors e porque a cidade é carente de shows assim.
Um evento pra ficar guardado na memória, os pontos positivos e negativos. Afinal, lendas não são vistas todos os dias.