
Polêmica, boa parte se resume a isso.
O clima nada amistoso já havia sido instaurado bem antes da partida no reformado Palestra. O time do São Paulo havia falado que não haveria condições de jogar o clássico no tão querido estádio pelos palmeirenses.
Nada foi mudado e o jogo ocorreu normalmente, ou não.
Na primeira etapa bastante equilibrio.Os dois times brigaram bastante, fizeram um jogo disputado, sem muito brilhantismo.
Pelo pé esquerdo de Adriano surgiu a melhor chance do São Paulo, mas foi desperdiçada. O Tricolor teve algumas outras chances, mas sem muito perigo, enquanto o Palmeiras pouco produzia.
Curiosamente, na primeira chance que teve o time alvi-verde abriu o placar.
Na altura de 21 minutos, Léo Lima a 35 metros do gol arriscou um chute. Hernanes saiu da linha da bola, Ceni foi mal e engoliu o frango.
A partir do gol, o time do Palmeiras se animou e novamente Léo Lima voltou a ameaçar a meta de Rogério, mas sem sucesso. A primeira etapa termina com um clima absolutamente normal.
Normal apenas até o intervalo. Estranhamente a equipe do São Paulo sai do vestiário bem mais cedo que o esperado. Do túnel saem jogadores passando panos, água, mãos para aliviar um suspeito spray de pimenta jogado no momento em que Muricy Ramalho ia começar a palestra de reorganização do time. Muricy aliás, que passou mal com o tal spray.
A polêmica é instaurada, o São Paulo se revolta, no Palmeiras ninguém sabe de nada e começa o segundo tempo.
Para o segundo tempo Muricy apostou em Hugo, no lugar de Borges, o Porco foi sem alterações e começou melhor, com cobrança de falta de Elder Granja, porém na barreira.
O jogo retornou bem equilibrado, com os dois times correndo atrás do gol. Antes do 15 minutos o time do São Paulo era mais incisivo, mas não eficiente.
Como últimas cartadas, Muricy tirou Junior(lateral) e jogou Borges no jogo, já Wanderley Luxemburgo tirou Alex Mineiro e colocou o garoto Lenny.
Aos 35 minutos o time tricolor perdeu André Dias, por deixar o braço ao rosto de Valdívia. O chileno aliás que deu o que falar. 2 minutos depois, o São Paulo perde boa chance e em contra-ataque puxado por Wendel, o “Mago” empurra para as redes de Rogério Ceni. Na comemoração, ele faz o gesto de “silêncio”, em direção ao goleiro.
Logo após o gol o segundo episódio pitoresco, os refletores do estádio se apagam. A revolta é geral. Muricy já irritado desde o intervalo, abre os braços olhando para Luxemburgo que diz que não tem nada a ver com isso.
Na discussão no centro do campo, Rogério Ceni dá um tapa no provocativo Valdívia e logo o jogo recomeça.
Martinez ainda foi expulso por um lance grotesco em cima de Fábio Santos e foi só. Palmeiras polêmico classificado para a final do paulistão.


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