segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O que me guarda, madrugada?

Ah, doce madrugada

poucas horas e tanta grandeza

tanto acontece em ti

com tanta pureza


Esse espaço de poucas horas

onde os pensamentos fluem

idéias surgem

gênios se descobrem


Quisera eu que o dia fosse assim

Todo madrugada

para o céu estrelado ser eterno

E olhar sem me preocupar com nada


Nessa virada de dia

me transformo

sou músico, galã, poeta

Visto a minha alegoria


Os acordes vão fluindo nas mãos

Transbordam harmonia

A cada toque nas cordas, uma viagem

que doce sinfonia


Junto sons às minhas palavras

Soltas, sem nexo. Juntas, podeoras

Uma fusão eufórica, colorida

Agora é canção, cheia de vida


Enquanto destilo minha alma nos sons

cada um faz sua própria madrugada

seja a gente fina, ou aqueles da cocaína

Somos agentes dessa aura que se forma


Mas aqueles que amam..

Ah, sim! Esses gozam dessas horas

Tornando-se um com o amado

sinfonia apaixonante


Entre gemidos e declarações

constroem, destroem

nascem, morrem

Mas sobretudo, amam


Cada fato

Bom ou ruim

é parte desse mundo que dura seis horas

tão pouco perto da imensidão que representa




Seis horas e nada mais

Porque o Sol já vem

e com ele o até logo dela

minha, tua, nossa amada madrugada


Um comentário:

Anônimo disse...

FAÇA SEXO NA MADRUGADA.AHAHAH