terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Explosão do Direito e a recessão matemática

É algo decorrente em todo o território brasileiro e ficou mais nítido ainda nos últimos anos. Mas para analisar vamos usar uma cidade em particular.Brasília, capital federal. Centro do funcionalismo público, talvez seja a cidade com maior número de servidores do governo "Estadual" e do governo federal por metro quadrado.
Ano após ano são lançados editais de processos seletivos para diversos órgãos do governo que são fortemente concorridos por milhares de concurseiros de Brasília e de todo país.
Geralmente nas provas é cobrada algumas noções de direito, seja constitucional, econômico entre tantos outros, o que faz com que muitos estudantes busquem as dezenas de faculdades de Direito espalhadas pela cidade.
É simples instituir esse curso, basta apenas divulgar a necessidade de professores, ter salas de aula e alguns poucos equipamentos para estudo. Um custo muito menor, por exemplo, para montar um curso de fisioterapia.
Logo, o curso de Direito na capital do Brasil se tornou apenas uma passagem para o funcionalismo público. Órgãos como a Polícia Federal exigem o diploma em Direito para o processo seletivo de Delegado, o que atrai e muito os concurseiros, principalmente pela remuneração oferecida.
Mas e os que não passam?Um caminho é a advocacia. Uma profissão antiga e nobre, mas muito incerta.
Mas o que realmente assusta é que, sobram advogados, juristas, consultores jurídicos não só em Brasília, mas em todo o país. E faltam engenheiros civis, elétricos..
Mesmo pela oferta do governo de tantos cargos, a questão é muito mais cultural.
A aversão por matérias que utilizam cálculos é algo enraizado desde as primeiras séries de nossas crianças. Os futuros profissionais aprendem desde cedo a "odiar a matemática".
É nítido em comportamento e dados. Se a média dos alunos em gramática é baixa, o de matemática é pífio, principalmente em relação a outros países.
O salário para um engenheiro? Altíssimo, principalmente pela pouca oferta de profissionais que são jogados por ano no mercado. As construtoras precisam aproveitar e pescá-los, pois a safra é escassa.
O país precisa de uma remodelação de ensino e um incentivo às áreas tecnológicas, não se pode ficar para trás em tempos tão acelerados, pois o sucesso e o fracasso estão sempre próximos, basta caminhar na direção certa.

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