113 anos, mais de 30 milhões de torcedores e uma dívida que chega a cerca de R$ 305 milhões de reais. Essa é a situação de um gigante preso numa situação nebulosa chamado Clube de Regatas Flamengo.
Ao longo de sua história o rubro negro carioca, apelidado de “O Mais Querido” somou títulos, craques, glórias. Também somou tristezas em campo e agora soma uma gigantesca no saldo bancário.
Os primeiros indícios aparecem por volta de 1993, onde vários jogadores promissores foram dispensados do clube em vendas precipitadas para dar lugar ao um grupo de jogadores mais velhos que não renderam o esperado para o clube.
Desde então a administração do clube é sempre marcada por grandes vacilos e o constante aumento da dívida do clube.
O ano de 1995 foi um marco das gerências que passaram pelo clube. A contratação de Romário, que jogava no Barcelona, foi bombástica. E rendeu apenas um campeonato carioca. Em parâmetros de título foi pífio e do outro lado, sendo inversamente proporcional, a dívida crescia.
14 anos depois o monstro cresceu e quer engolir o clube. A ginástica foi ameaçada de não mais existir por medidas de corte de gasto. O time de basquete será leiloado. A renda das bilheterias está comprometida até 2014. E o clube corre para adiantar pagamentos de cotas de TV do ano que vem para quitar salários do ano passado e desse ano.
Se não bastasse, os juros compostos de 7% ao ano fazem com que o clube não consiga diminuir o que deve e afunde cada vez mais.
No financeiro, o clube vai mal das pernas. E o reflexo está no campo: 3x1 para o Resende na semifinal da Taça Guanabara.
E como um “Gran Finale” o clube passará por eleições este ano. Situação complicadíssima para o próximo presidente, que terá a missão de salvar um dos gigantes do futebol brasileiro.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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