O Brasil há algumas décadas é conhecido como uma nação, apesar de seus problemas, extremamente receptiva aos estrangeiros, sejam turistas ou não. Fato decorrente da história de formação desse país, desde o seu “descobrimento” por parte dos portugueses.
Lá, por volta de 1500 um sujeito comandando algumas caravelas chegou à Bahia, o que concretiza o primeiro contato com os nativos aqui residentes. Iniciou-se aí o retrato de como as coisas estão atualmente.
Com a instalação do sistema colonial explorador em território brasileiro, o país começa a ter a alcunha de receptor. Os portugueses fizeram com que a população que aqui vivia se acostumasse a dar o que tem de melhor e receber pouco, numa troca extremamente desigual. O ciclo da cana-de-açúcar instaurou o quadro de servidão brasileira às grandes potências.
Ao passar o tempo a metrópole mudou de nome. Gradualmente, por causa de suas reformas políticas, a Inglaterra tomava corpo e expressão no contexto global. Portugal, que dependia fortemente dos bretões, fez com que o Brasil se endividasse junto, promovendo assim uma retirada excessiva do ouro descoberto da região de Minas Gerais. O ouro não parava em solo português, ia direto aos cofres ingleses e novamente o Brasil era apenas um serviçal.
Durante toda a história o Brasil fora explorado economicamente, socialmente e politicamente. Além de gerar desigualdades sociais, o domínio das metrópoles gerou um subdesenvolvimento psicológico, enraizando nos valores do povo que o Brasil é apenas um vassalo mundial, que sempre deve receber tudo de todo com os braços abertos, tal qual o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
Não é questão de nacionalismo ou xenofobia. Mas o Brasil tornou-se uma espécie de área sem fronteiras culturais. Por um lado é excelente, a miscigenação, troca de valores formando uma sociedade original. Porém, em contrapartida, é algo preocupante no quesito de que de tanto receber o que é estrangeiro, aconteça a perda de uma possível identidade nacional;
Este país tropical passou séculos de eleições elitizadas, uma independência um tanto superficial, revoltas sem efeito. Após mais de 500 anos vê-se o mesmo cenário, apenas maquiado de forma diferente na relação com os Estados Unidos. É dada à hora de haver uma transformação cultural no povo, para que o Brasil torne-se uma colônia perpétua.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
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