Atualmente a entrada para o serviço público no Brasil é, talvez, o maior objetivo dos brasileiros pretendentes a ingressarem no mercado de trabalho. Salários altos, estabilidade financeira, são pontos muito atrativos. Entretanto, nem só de dinheiro se faz um bom profissional, que exerça sua função com prazer, o que acaba fazendo com que muitos funcionários públicos se sintam infelizes com seu tão sonhado emprego e até mesmo acabem se demitindo por incompatibilidade com aquela profissão.
A ocorrência dessa infelicidade profissional é de entendimento fácil: Os concurseiros que lotam as salas de aula Brasil afora estudam anos para todo tipo de concurso, o que abre um leque de opções de profissões diferenciadas. Porém, na maioria dos casos, o aspirante a cargo público não leva em consideração a sua vocação profissional na hora de concorrer no processo seletivo. O que leva a muitas pessoas ingressarem numa profissão onde não tem aptidão alguma, a assumirem cargos que, certas vezes, vão contra toda a individualidade do selecionado, causando um quadro de extrema infelicidade.
Um exemplo clássico são os agentes da Polícia Federal. Excetuando os mais antigos que permaneceram no cargo, dos recém- integrados à corporação pouquíssimos tem a real vocação de serem policiais. O salário é muito agradável, mas existe o lado humano, da satisfação com o emprego. Por mais que ganhe, o homem não é uma máquina que desempenha qualquer tipo de função que seja a ele designado. Este fato não se restringe apenas ao caso da polícia, mas é freqüente em várias outras repartições, levando aos empregados a gastarem uma boa parte do salário com consultas psiquiátricas.
Portanto deve-se ter mais cautela na hora de inscrever-se em um processo seletivo para órgão público, estudar sobre a carreira, o ambiente de trabalho; todos os detalhes daquela profissão desejada. E os órgãos que abrem vagas, deveriam promover uma avaliação seletiva dos primeiros classificados, para uma melhor filtração de seus empregados, fazendo com que até se otimize o serviço quando tais empregados entrarem em serviço. O sucesso profissional vai além de uma remuneração altíssima, o ser humano necessita sentir-se completo no que faz e para isso deve seguir suas aptidões, seja ela qual for.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
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