Uma palavra só não define toda a obra. Seria um erro caracterizar com apenas um adjetivo o que essa verdadeira obra-prima significa. Provavelmente não é o melhor filme de todos os tempos, mas Clockwork Orange(Laranja Mecânica) é, sem dúvidas, uma das filmagens mais marcantes da história do cinema. Importância essa que baseia-se, principalmente, em dois pontos: A direção única de Stanley Kubrick e a atuação de Malcolm McDowell no papel de Alex DeLarge.
Para uma introdução, faz-se necessário o uso do livro que faz uma breve explicação sobre o título do livro e, consequentemente, do conjunto inteiro.
“"O estranhamento em Laranja Mecânica já começa pelo título ( A Clockwork Orange, no original), retirado de uma gíria cokney: "as queer as a clockwork orange", uma expressão que significa algo de muito estranho (quase sempre de cunho sexual: queer em inglês siginifica ao mesmo tempo estranho e homossexual). Essa sensação de estranheza continua ao longo do livro por intermédio da linguagem nadsat, a gíria das gangues adolescentes que Burgess acabou criando para substituir as gírias reais dos Mods e dos Rockers, o que provoca no leitor, pelo menos nas 1as páginas, uma certa desorientação que para Burgess era fundamental."
Uma obra totalmente confusa, subversiva em que adaptação caiu como uma luva nas mãos de Stanley Kubrick, que soube levar com maestria uma adaptação de livro a um posto de “Um dos melhores de todos os tempos”. Kubrick sempre foi muito polêmico, colocado em opostos. Alguns sentem nojo, outros o endeusam. Mas nada que coloque em cheque a sua capacidade profissional.
Profissionalismo que chega a alguns extremos, certas vezes. Em uma cena marcante do filme, onde há um afogamento, Stanley Kubrick ordenou a repetição por diversas vezes por não achar num bom nível. O ator chegou a quase afogar-se nas últimas. Por alguns esse fato é visto como loucura, outros por genialidade. Coisas de Kubrick
Em segundo lugar e não menos importante por isso, está o protagonista do filme. Malcolm McDowell realiza seu papel de forma fantástica, o que faz com que sempre seu nome seja ligado ao de Alex DeLarge. As expressões, entonação das falas, até mesmo a cantoria de “Singing in the rain” foram executadas magistralmente. O realismo imposto pela direção fez com que Alex provocasse reações múltiplas nos espectadores. Nojo, revolta, admiração, riso, choro; todos elementos misturados num personagem só.
Destaca-se também a trilha sonora que é parte integrante do desenrolar do certame que é a 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven. Uma obra-prima inclusa em outra de uma maneira engenhosa que poucos conseguiram na história do cinema.
Portanto, Laranja Mecânica não se resume apenas aos pontos destacados, até pelo fato de ser um filme que varia de visão de espectador para espectador. A cada olhar as cenas tomam contextos diferentes, talvez o ponto mais fascinante do filme.
sábado, 16 de maio de 2009
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Um comentário:
I'm singing in the rain AAI CACET
Just singing in the rain x_x
What a glorious feeling *ESTURPO NA MULIERR**oito
I'm happy again *ESTURPOR 2*
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