terça-feira, 21 de abril de 2009

Me diz...

Pra que tanta complicação?
Tanto artifício, tanto enfeite
Se o que conta no coração
É coisa simples, sem complicação
Você usa o “tu” e o “usas” pra fingir
que tem algo a passar, encoberto por disfarces
Linguagem rebuscada, serve pra nada
Vemos o que tem de verdade, ao texto se abrir

Longe de mim, essa coisa toda
Tanto trabalho, pra rodar e parar no início
Essa viagem sem sentido, produzindo uma coisa fosca

Gostaria de que você tivesse meus olhos
Para enxergar o mundo de outra forma
Que não há o porquê desse enaltecer
De quem pouco estudou e acha que conhece o mundo
Enquanto os homens mais admiráveis, diziam nada saber
Que isso o que fazes é nada mais que um disfarce
que disfarça a falta de talento, de conteúdo
Então eu só pergunto o porque disso tudo

Deixa de besteira, caro amigo
Que falar “cê” não é tão vergonhoso
que as maravilhas que existem não estão em um livro

A simplicidade é irmã da curiosidade,
a chave mestra do saber.
E se é o saber que “cê” tanto quer,
então vamos lá, correr o mundo para ver
O que espera pra ser visto, pra sentir
Melhor do que achar que já sabe muito,
preso nas paredes, sem aos pássaros ouvir.

Morreremos sem tudo conhecer
mas que morramos tentado tudo absorver
para deixar aos que virão a mensagem de ser.

Um comentário:

Prado disse...

voce deveria falar de depilação, gui :D