É uma modalidade contemporânea que consiste no resumo extremo de contos, famosos ou não. Usam-se três palavras chave do conto inteiro, geralmente para expressar início, meio e desfecho. Onde uma das palavras deve ser o nome do personagem (ou dos personagens) principal.
A seguir eis um original feito pelo autor desse blog, resumindo a conto do Rei Arthur:
" Então, o jovem Arthur retirou a espada e tornou-se Rei da Inglaterra"
sexta-feira, 22 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
A Clockwork Orange
Uma palavra só não define toda a obra. Seria um erro caracterizar com apenas um adjetivo o que essa verdadeira obra-prima significa. Provavelmente não é o melhor filme de todos os tempos, mas Clockwork Orange(Laranja Mecânica) é, sem dúvidas, uma das filmagens mais marcantes da história do cinema. Importância essa que baseia-se, principalmente, em dois pontos: A direção única de Stanley Kubrick e a atuação de Malcolm McDowell no papel de Alex DeLarge.
Para uma introdução, faz-se necessário o uso do livro que faz uma breve explicação sobre o título do livro e, consequentemente, do conjunto inteiro.
“"O estranhamento em Laranja Mecânica já começa pelo título ( A Clockwork Orange, no original), retirado de uma gíria cokney: "as queer as a clockwork orange", uma expressão que significa algo de muito estranho (quase sempre de cunho sexual: queer em inglês siginifica ao mesmo tempo estranho e homossexual). Essa sensação de estranheza continua ao longo do livro por intermédio da linguagem nadsat, a gíria das gangues adolescentes que Burgess acabou criando para substituir as gírias reais dos Mods e dos Rockers, o que provoca no leitor, pelo menos nas 1as páginas, uma certa desorientação que para Burgess era fundamental."
Uma obra totalmente confusa, subversiva em que adaptação caiu como uma luva nas mãos de Stanley Kubrick, que soube levar com maestria uma adaptação de livro a um posto de “Um dos melhores de todos os tempos”. Kubrick sempre foi muito polêmico, colocado em opostos. Alguns sentem nojo, outros o endeusam. Mas nada que coloque em cheque a sua capacidade profissional.
Profissionalismo que chega a alguns extremos, certas vezes. Em uma cena marcante do filme, onde há um afogamento, Stanley Kubrick ordenou a repetição por diversas vezes por não achar num bom nível. O ator chegou a quase afogar-se nas últimas. Por alguns esse fato é visto como loucura, outros por genialidade. Coisas de Kubrick
Em segundo lugar e não menos importante por isso, está o protagonista do filme. Malcolm McDowell realiza seu papel de forma fantástica, o que faz com que sempre seu nome seja ligado ao de Alex DeLarge. As expressões, entonação das falas, até mesmo a cantoria de “Singing in the rain” foram executadas magistralmente. O realismo imposto pela direção fez com que Alex provocasse reações múltiplas nos espectadores. Nojo, revolta, admiração, riso, choro; todos elementos misturados num personagem só.
Destaca-se também a trilha sonora que é parte integrante do desenrolar do certame que é a 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven. Uma obra-prima inclusa em outra de uma maneira engenhosa que poucos conseguiram na história do cinema.
Portanto, Laranja Mecânica não se resume apenas aos pontos destacados, até pelo fato de ser um filme que varia de visão de espectador para espectador. A cada olhar as cenas tomam contextos diferentes, talvez o ponto mais fascinante do filme.
Para uma introdução, faz-se necessário o uso do livro que faz uma breve explicação sobre o título do livro e, consequentemente, do conjunto inteiro.
“"O estranhamento em Laranja Mecânica já começa pelo título ( A Clockwork Orange, no original), retirado de uma gíria cokney: "as queer as a clockwork orange", uma expressão que significa algo de muito estranho (quase sempre de cunho sexual: queer em inglês siginifica ao mesmo tempo estranho e homossexual). Essa sensação de estranheza continua ao longo do livro por intermédio da linguagem nadsat, a gíria das gangues adolescentes que Burgess acabou criando para substituir as gírias reais dos Mods e dos Rockers, o que provoca no leitor, pelo menos nas 1as páginas, uma certa desorientação que para Burgess era fundamental."
Uma obra totalmente confusa, subversiva em que adaptação caiu como uma luva nas mãos de Stanley Kubrick, que soube levar com maestria uma adaptação de livro a um posto de “Um dos melhores de todos os tempos”. Kubrick sempre foi muito polêmico, colocado em opostos. Alguns sentem nojo, outros o endeusam. Mas nada que coloque em cheque a sua capacidade profissional.
Profissionalismo que chega a alguns extremos, certas vezes. Em uma cena marcante do filme, onde há um afogamento, Stanley Kubrick ordenou a repetição por diversas vezes por não achar num bom nível. O ator chegou a quase afogar-se nas últimas. Por alguns esse fato é visto como loucura, outros por genialidade. Coisas de Kubrick
Em segundo lugar e não menos importante por isso, está o protagonista do filme. Malcolm McDowell realiza seu papel de forma fantástica, o que faz com que sempre seu nome seja ligado ao de Alex DeLarge. As expressões, entonação das falas, até mesmo a cantoria de “Singing in the rain” foram executadas magistralmente. O realismo imposto pela direção fez com que Alex provocasse reações múltiplas nos espectadores. Nojo, revolta, admiração, riso, choro; todos elementos misturados num personagem só.
Destaca-se também a trilha sonora que é parte integrante do desenrolar do certame que é a 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven. Uma obra-prima inclusa em outra de uma maneira engenhosa que poucos conseguiram na história do cinema.
Portanto, Laranja Mecânica não se resume apenas aos pontos destacados, até pelo fato de ser um filme que varia de visão de espectador para espectador. A cada olhar as cenas tomam contextos diferentes, talvez o ponto mais fascinante do filme.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Nada demais.
Na casa pequena, quente, apertada
Na ladeira suja, recheada de ratos
A mão grita, esperneia, se agarra
Range os dentes e se contorce
O quinto filho vem nascendo, violento
Nasce pequeno, prematuro
Fraco
Fraco
Fraco
Fraco
A mãe tenta achar médico para o rebento
mas seu destino parece já traçado
Adoece, quase morre, enfraquece mais
Pouca roupa, pouco leite, pouco cuidado materno
Fumo e álcool na gestação, garoto de sorte
De tão fraco e pequeno, agora parece
Forte
Forte
Forte
Forte
Crescimento lento, aos trancos e barrancos
Cada gripe pode ser fatal para o moleque
Mas parece ser daqueles “sangue ruim”
Espancado em casa, espancado na rua
A vida começa a projetar o demônio
O medo nasce, barril de pólvora para o ódio
Mas por enquanto só se esconde, sente
Medo
Medo
Medo
Medo
O tempo correu, ligeiro os ossos alongaram
Corpo de homem, passou a bater agora
Sem estudo algum, educação familiar nula
Logo encontrou o crime como saída
Teve o livre-arbítrio cruel
Ou entrava para o “movimento” ou
Morte
Morte
Morte
Morte
Jovem adulto, cabeça criminal formada
Regada com maconha e cocaína, no aniversário
Roubando para não morrer de fome
Matando para não ser morto
Risco constante, sono leve
Sempre pronto para agir
Sempre pronto para
Matar
Matar
Matar
Matar
Mas numa dessas noites casuais
Achou seu destino traçado desde a barriga
O Estado que causa e pune ao mesmo tempo
agiu forte, ríspido, direto ao ponto
Banho de sangue rotineiro, nada incomum
E o moleque agoniado encontrou finalmente
Paz
Paz
Paz
Paz
O jornal estampou grande o evento
Os gordos e gordas dos apartamentos leram
Hipocritamente se chocaram, comoveram
Fecharam o jornal e foram viver suas vidas
Mas numa outra favela, havia uma outra mãe
Deitada, agarrada na cama e só se ouvia mais um
Grito
Grito
Grito
Grito
Na ladeira suja, recheada de ratos
A mão grita, esperneia, se agarra
Range os dentes e se contorce
O quinto filho vem nascendo, violento
Nasce pequeno, prematuro
Fraco
Fraco
Fraco
Fraco
A mãe tenta achar médico para o rebento
mas seu destino parece já traçado
Adoece, quase morre, enfraquece mais
Pouca roupa, pouco leite, pouco cuidado materno
Fumo e álcool na gestação, garoto de sorte
De tão fraco e pequeno, agora parece
Forte
Forte
Forte
Forte
Crescimento lento, aos trancos e barrancos
Cada gripe pode ser fatal para o moleque
Mas parece ser daqueles “sangue ruim”
Espancado em casa, espancado na rua
A vida começa a projetar o demônio
O medo nasce, barril de pólvora para o ódio
Mas por enquanto só se esconde, sente
Medo
Medo
Medo
Medo
O tempo correu, ligeiro os ossos alongaram
Corpo de homem, passou a bater agora
Sem estudo algum, educação familiar nula
Logo encontrou o crime como saída
Teve o livre-arbítrio cruel
Ou entrava para o “movimento” ou
Morte
Morte
Morte
Morte
Jovem adulto, cabeça criminal formada
Regada com maconha e cocaína, no aniversário
Roubando para não morrer de fome
Matando para não ser morto
Risco constante, sono leve
Sempre pronto para agir
Sempre pronto para
Matar
Matar
Matar
Matar
Mas numa dessas noites casuais
Achou seu destino traçado desde a barriga
O Estado que causa e pune ao mesmo tempo
agiu forte, ríspido, direto ao ponto
Banho de sangue rotineiro, nada incomum
E o moleque agoniado encontrou finalmente
Paz
Paz
Paz
Paz
O jornal estampou grande o evento
Os gordos e gordas dos apartamentos leram
Hipocritamente se chocaram, comoveram
Fecharam o jornal e foram viver suas vidas
Mas numa outra favela, havia uma outra mãe
Deitada, agarrada na cama e só se ouvia mais um
Grito
Grito
Grito
Grito
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Vamos?
Sou, primeiramente, sexo. Entre meus genitores nasceu um pequeno ovo, recheado de nutriente para o gigante crescer. Me rachei várias vezes e tomei aspecto de verme, que por acaso é como me sinto em várias ocasiões de minha vida. Com o passar dos meses, tomei forma digna e aceitável, o inchaço anunciava que alguém havia crescido e que precisava sair, respirar.
Eclodi, senti o ar pela primeira vez. Queimou a garganta, mas manteve-me vivo. O choro foi o sinal de que uma nova história de um livro estava por vir. O último laço físico materno foi cortado e ali foi dada a largada para alçar meu vôo (quase) solo.
Falsa expectativa, meu pobre corpo era pequeno, frágil demais. Minha pobre estrutura óssea não suportaria o primeiro solavanco e minha garganta mal saíam ruídos. Tive que adiar o alvorecer por algum tempo, enquanto recebia o líquido nutritivo do seio materno.
O tempo veio passando e a tal “consciência” chegou e me fez homem ainda quando tinha metade do tamanho de um. Pequeno, aprendi a criticar e choquei quem estava por perto. Queria ser adulto antes do tempo, fui reprimido por todo e qualquer um.
Mas nada com o cair da areia das ampulhetas para resolver certas coisas. Na flor da adolescência os hormônios vieram fortíssimos, juntamente com mais maturidade. Tudo misturado tornou-me inconstante, postura variante, cérebro confuso. Nada demais.
Experiências vivenciadas, refletidas em impulsos nervosos que causaram sensações de raiva, felicidade, choro, depressão, timidez... Coisas que devemos sentir pra saber o que é bom e ruim e que o ruim impulsiona o crescimento.
Vários tapas no rosto recebi de tudo e de todos, ou seja, a vida propriamente dita. Apanhei e dei a outra face em seguida. Aprendi a ser surrado para surrar o que me impede de crescer. A eclosão do nascimento ventral não poderia parar por ali.
Do teutônico vem meu nome e significa “Protetor”, mas de que vale proteger os outros e não proteger a si mesmo? O ego é inflado sim, sem medo de assumir. Mas também é receptivo com aquele que quiser caminha junto.
Desde a primeira inspirada de oxigênio que inflou meus pulmões, tenho asas. Estou começando a batê-las para alçar vôo. Então deixo-vos aqui um convite amistoso, para livrar as tuas asas e voar junto comigo. Mas se quiser, pode permanecer ao solo, é muito bom vê-lo de cima também
Eclodi, senti o ar pela primeira vez. Queimou a garganta, mas manteve-me vivo. O choro foi o sinal de que uma nova história de um livro estava por vir. O último laço físico materno foi cortado e ali foi dada a largada para alçar meu vôo (quase) solo.
Falsa expectativa, meu pobre corpo era pequeno, frágil demais. Minha pobre estrutura óssea não suportaria o primeiro solavanco e minha garganta mal saíam ruídos. Tive que adiar o alvorecer por algum tempo, enquanto recebia o líquido nutritivo do seio materno.
O tempo veio passando e a tal “consciência” chegou e me fez homem ainda quando tinha metade do tamanho de um. Pequeno, aprendi a criticar e choquei quem estava por perto. Queria ser adulto antes do tempo, fui reprimido por todo e qualquer um.
Mas nada com o cair da areia das ampulhetas para resolver certas coisas. Na flor da adolescência os hormônios vieram fortíssimos, juntamente com mais maturidade. Tudo misturado tornou-me inconstante, postura variante, cérebro confuso. Nada demais.
Experiências vivenciadas, refletidas em impulsos nervosos que causaram sensações de raiva, felicidade, choro, depressão, timidez... Coisas que devemos sentir pra saber o que é bom e ruim e que o ruim impulsiona o crescimento.
Vários tapas no rosto recebi de tudo e de todos, ou seja, a vida propriamente dita. Apanhei e dei a outra face em seguida. Aprendi a ser surrado para surrar o que me impede de crescer. A eclosão do nascimento ventral não poderia parar por ali.
Do teutônico vem meu nome e significa “Protetor”, mas de que vale proteger os outros e não proteger a si mesmo? O ego é inflado sim, sem medo de assumir. Mas também é receptivo com aquele que quiser caminha junto.
Desde a primeira inspirada de oxigênio que inflou meus pulmões, tenho asas. Estou começando a batê-las para alçar vôo. Então deixo-vos aqui um convite amistoso, para livrar as tuas asas e voar junto comigo. Mas se quiser, pode permanecer ao solo, é muito bom vê-lo de cima também
sábado, 2 de maio de 2009
Ambientalista, huh?
Era uma tarde chuvosa, estava esperando uma carona para retornar ao meu confortável lar quando deixei um papel de bala cair sem intenção alguma. Apenas caiu lentamente, nem percebi. Mas alguém ao lado sempre olha você sempre é observado. Não foi diferente dessa vez.
Uma jovem, de aproximadamente 15 anos viu o papel descer da minha mão lentamente e me deu um cutucão daqueles e disparou:
- Com o mundo acabando, você não tem vergonha de jogar lixo no chão?
Virei com a calma de alguém que queria fazer uma daquelas cenas típicas do Steven Seagal depois de ter a família morta e me deparei com aquela... coisinha. Óculos grossos, calça amassada e uma camisa do Greenpeace. A única coisa que me veio foi:
- Ah, f...
Mas ficou apenas no pensamento. Ao invés disso disparei:
- Vergonha? Não tenho consciência ecológica, deixo aí mesmo.
Vi o sangue avermelhar os olhos da menininha que começou um discurso daqueles sobre meio ambiente, foram 5 minutos de profunda sonolência. Falando sobre rios, florestas e blá, blá, blá. Foi então que resolvi perguntar a ela, qual a saída pra tudo isso, qual é a real, se via alguma saída.
Foi o início de um profundo silêncio. Este quebrado pela lição de moral clichê que tive de aplicar:
- Pior do que não ter essa consciência ecológica, é ter pseudo-consciência. Se quer apenas aparecer, tente um suicídio e local público. É um “horror-show” dos bons e ainda comove.
Minha carona chegou, liberando gás carbônico no ar e fui pra casa sossegado, com um enorme peso na consciência de que a cada dia mato cerca de 10 árvores, que meu violão é fruto da morte de mais uma, que a água que utilizo dificilmente vai ser utilizada. Nossa, um sofrimento, não?
Uma jovem, de aproximadamente 15 anos viu o papel descer da minha mão lentamente e me deu um cutucão daqueles e disparou:
- Com o mundo acabando, você não tem vergonha de jogar lixo no chão?
Virei com a calma de alguém que queria fazer uma daquelas cenas típicas do Steven Seagal depois de ter a família morta e me deparei com aquela... coisinha. Óculos grossos, calça amassada e uma camisa do Greenpeace. A única coisa que me veio foi:
- Ah, f...
Mas ficou apenas no pensamento. Ao invés disso disparei:
- Vergonha? Não tenho consciência ecológica, deixo aí mesmo.
Vi o sangue avermelhar os olhos da menininha que começou um discurso daqueles sobre meio ambiente, foram 5 minutos de profunda sonolência. Falando sobre rios, florestas e blá, blá, blá. Foi então que resolvi perguntar a ela, qual a saída pra tudo isso, qual é a real, se via alguma saída.
Foi o início de um profundo silêncio. Este quebrado pela lição de moral clichê que tive de aplicar:
- Pior do que não ter essa consciência ecológica, é ter pseudo-consciência. Se quer apenas aparecer, tente um suicídio e local público. É um “horror-show” dos bons e ainda comove.
Minha carona chegou, liberando gás carbônico no ar e fui pra casa sossegado, com um enorme peso na consciência de que a cada dia mato cerca de 10 árvores, que meu violão é fruto da morte de mais uma, que a água que utilizo dificilmente vai ser utilizada. Nossa, um sofrimento, não?
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