Sou, primeiramente, sexo. Entre meus genitores nasceu um pequeno ovo, recheado de nutriente para o gigante crescer. Me rachei várias vezes e tomei aspecto de verme, que por acaso é como me sinto em várias ocasiões de minha vida. Com o passar dos meses, tomei forma digna e aceitável, o inchaço anunciava que alguém havia crescido e que precisava sair, respirar.
Eclodi, senti o ar pela primeira vez. Queimou a garganta, mas manteve-me vivo. O choro foi o sinal de que uma nova história de um livro estava por vir. O último laço físico materno foi cortado e ali foi dada a largada para alçar meu vôo (quase) solo.
Falsa expectativa, meu pobre corpo era pequeno, frágil demais. Minha pobre estrutura óssea não suportaria o primeiro solavanco e minha garganta mal saíam ruídos. Tive que adiar o alvorecer por algum tempo, enquanto recebia o líquido nutritivo do seio materno.
O tempo veio passando e a tal “consciência” chegou e me fez homem ainda quando tinha metade do tamanho de um. Pequeno, aprendi a criticar e choquei quem estava por perto. Queria ser adulto antes do tempo, fui reprimido por todo e qualquer um.
Mas nada com o cair da areia das ampulhetas para resolver certas coisas. Na flor da adolescência os hormônios vieram fortíssimos, juntamente com mais maturidade. Tudo misturado tornou-me inconstante, postura variante, cérebro confuso. Nada demais.
Experiências vivenciadas, refletidas em impulsos nervosos que causaram sensações de raiva, felicidade, choro, depressão, timidez... Coisas que devemos sentir pra saber o que é bom e ruim e que o ruim impulsiona o crescimento.
Vários tapas no rosto recebi de tudo e de todos, ou seja, a vida propriamente dita. Apanhei e dei a outra face em seguida. Aprendi a ser surrado para surrar o que me impede de crescer. A eclosão do nascimento ventral não poderia parar por ali.
Do teutônico vem meu nome e significa “Protetor”, mas de que vale proteger os outros e não proteger a si mesmo? O ego é inflado sim, sem medo de assumir. Mas também é receptivo com aquele que quiser caminha junto.
Desde a primeira inspirada de oxigênio que inflou meus pulmões, tenho asas. Estou começando a batê-las para alçar vôo. Então deixo-vos aqui um convite amistoso, para livrar as tuas asas e voar junto comigo. Mas se quiser, pode permanecer ao solo, é muito bom vê-lo de cima também
sexta-feira, 8 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Ambientalista, huh?
Era uma tarde chuvosa, estava esperando uma carona para retornar ao meu confortável lar quando deixei um papel de bala cair sem intenção alguma. Apenas caiu lentamente, nem percebi. Mas alguém ao lado sempre olha você sempre é observado. Não foi diferente dessa vez.
Uma jovem, de aproximadamente 15 anos viu o papel descer da minha mão lentamente e me deu um cutucão daqueles e disparou:
- Com o mundo acabando, você não tem vergonha de jogar lixo no chão?
Virei com a calma de alguém que queria fazer uma daquelas cenas típicas do Steven Seagal depois de ter a família morta e me deparei com aquela... coisinha. Óculos grossos, calça amassada e uma camisa do Greenpeace. A única coisa que me veio foi:
- Ah, f...
Mas ficou apenas no pensamento. Ao invés disso disparei:
- Vergonha? Não tenho consciência ecológica, deixo aí mesmo.
Vi o sangue avermelhar os olhos da menininha que começou um discurso daqueles sobre meio ambiente, foram 5 minutos de profunda sonolência. Falando sobre rios, florestas e blá, blá, blá. Foi então que resolvi perguntar a ela, qual a saída pra tudo isso, qual é a real, se via alguma saída.
Foi o início de um profundo silêncio. Este quebrado pela lição de moral clichê que tive de aplicar:
- Pior do que não ter essa consciência ecológica, é ter pseudo-consciência. Se quer apenas aparecer, tente um suicídio e local público. É um “horror-show” dos bons e ainda comove.
Minha carona chegou, liberando gás carbônico no ar e fui pra casa sossegado, com um enorme peso na consciência de que a cada dia mato cerca de 10 árvores, que meu violão é fruto da morte de mais uma, que a água que utilizo dificilmente vai ser utilizada. Nossa, um sofrimento, não?
Uma jovem, de aproximadamente 15 anos viu o papel descer da minha mão lentamente e me deu um cutucão daqueles e disparou:
- Com o mundo acabando, você não tem vergonha de jogar lixo no chão?
Virei com a calma de alguém que queria fazer uma daquelas cenas típicas do Steven Seagal depois de ter a família morta e me deparei com aquela... coisinha. Óculos grossos, calça amassada e uma camisa do Greenpeace. A única coisa que me veio foi:
- Ah, f...
Mas ficou apenas no pensamento. Ao invés disso disparei:
- Vergonha? Não tenho consciência ecológica, deixo aí mesmo.
Vi o sangue avermelhar os olhos da menininha que começou um discurso daqueles sobre meio ambiente, foram 5 minutos de profunda sonolência. Falando sobre rios, florestas e blá, blá, blá. Foi então que resolvi perguntar a ela, qual a saída pra tudo isso, qual é a real, se via alguma saída.
Foi o início de um profundo silêncio. Este quebrado pela lição de moral clichê que tive de aplicar:
- Pior do que não ter essa consciência ecológica, é ter pseudo-consciência. Se quer apenas aparecer, tente um suicídio e local público. É um “horror-show” dos bons e ainda comove.
Minha carona chegou, liberando gás carbônico no ar e fui pra casa sossegado, com um enorme peso na consciência de que a cada dia mato cerca de 10 árvores, que meu violão é fruto da morte de mais uma, que a água que utilizo dificilmente vai ser utilizada. Nossa, um sofrimento, não?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Dama
Ah, onde estás, moça da boca flamejante?
Não teria a mesma graça se não fosse assim
Um amor com sabor picante
faz um como eu, querer ficar eternamente assim
O poder que tens é algo sobrenatural,
faz eu, tão vivido, de objeto direto do teu ardor
Deixas teu rastro em mim, ainda sinto teu odor
Com certeza não és nada normal
para deixar teu homem caído, desarmado;
completamente apaixonado
E agora vem a tal da saudade, que agonia
Essa tempestade que me bagunça totalmente,
onde me seguro em uma pequena esperança de alegria,
para que volte e possa ser feliz novamente
O que fizeste comigo, minha amada?
O que fazes para que te ame tanto?
Caso seja uma grande feiticeira,
de certo caí em seu encanto.
Apenas necessito de ti ao meu lado,
para curar esse coração flagelado
Ainda sinto teu gosto em minha boca,
ainda sinto a textura da pele, tão macia
Mas a lembrança é muito pouca
par alguém que em te se vicia
Fotos, recados, sinais. Não me vai servir
Nada é tão importante quanto você aqui,
para me acalmar, me completar
Volte, Dama. Para minh’alma acalmar.
Não teria a mesma graça se não fosse assim
Um amor com sabor picante
faz um como eu, querer ficar eternamente assim
O poder que tens é algo sobrenatural,
faz eu, tão vivido, de objeto direto do teu ardor
Deixas teu rastro em mim, ainda sinto teu odor
Com certeza não és nada normal
para deixar teu homem caído, desarmado;
completamente apaixonado
E agora vem a tal da saudade, que agonia
Essa tempestade que me bagunça totalmente,
onde me seguro em uma pequena esperança de alegria,
para que volte e possa ser feliz novamente
O que fizeste comigo, minha amada?
O que fazes para que te ame tanto?
Caso seja uma grande feiticeira,
de certo caí em seu encanto.
Apenas necessito de ti ao meu lado,
para curar esse coração flagelado
Ainda sinto teu gosto em minha boca,
ainda sinto a textura da pele, tão macia
Mas a lembrança é muito pouca
par alguém que em te se vicia
Fotos, recados, sinais. Não me vai servir
Nada é tão importante quanto você aqui,
para me acalmar, me completar
Volte, Dama. Para minh’alma acalmar.
sábado, 25 de abril de 2009
Ah, cerveja

Talvez seja a bebida mais popular do mundo. O líquido, na maioria das vezes, dourado de sabor levemente amargo é apreciado de todo tipo de maneira pelos quatro cantos do mundo. A cerveja é uma bebida feita a partir da fermentação do amido causada por algumas bactérias popularmente conhecidas como leveduras.
É uma bebida de tradição milenar. Há registros de que os egípcios já a produziam por volta do ano 2600 a.C. A produção era geralmente feita por aqueles que não tinham condições de comprar e/ou produzir o vinho, bebida mais “nobre” da época.
Milhares de anos depois de se popularizar foi suprimida pelos romanos que adotaram o vinho como bebida principal, muito utilizado nos cultos ao deus Baco. Os romanos consideravam que a cerveja era uma bebida típica de bárbaros, os povos estrangeiros. E justamente por causa dos bárbaros essa bebida se difundiu pelo território que hoje compreende a Europa Ocidental.
Hoje a Alemanha é conhecida por ter um grande mercado consumidor e grandes mestres cervejeiros. A Oktober Fest é conhecida mundialmente, sendo realizada em qualquer canto do mundo onde haja alguma área que tenha descendentes de alemães.
No Brasil, é sem dúvidas a bebida mais popular, ao lado da cachaça. O baixo teor alcoólico, o sabor marcante e a grande variedade de marcas são pontos positivos que atraem cada vez mais e mais um grande mercado consumidor.
A indústria cervejeira é também muito impulsionada pelo mercado publicitário. Os pesados investimentos nas propagandas, cada vez mais criativas, formam o pilar de sucesso das grandes marcas. Como exemplo podemos citar um clássico, da cerveja estadunidense Budweiser. O comercial denominado de “What’s up?!” é um dos grandes trunfos publicitários dos últimos anos. Outro que pode ser citado é o da cerveja argentina Quilmes, exaltando o orgulho em ser argentino estrategicamente veiculado na época da Copa do Mundo de 2006.
Então ofereço um brinde a uma das bebidas mais saborosas do mundo, saúde!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Me diz...
Pra que tanta complicação?
Tanto artifício, tanto enfeite
Se o que conta no coração
É coisa simples, sem complicação
Você usa o “tu” e o “usas” pra fingir
que tem algo a passar, encoberto por disfarces
Linguagem rebuscada, serve pra nada
Vemos o que tem de verdade, ao texto se abrir
Longe de mim, essa coisa toda
Tanto trabalho, pra rodar e parar no início
Essa viagem sem sentido, produzindo uma coisa fosca
Gostaria de que você tivesse meus olhos
Para enxergar o mundo de outra forma
Que não há o porquê desse enaltecer
De quem pouco estudou e acha que conhece o mundo
Enquanto os homens mais admiráveis, diziam nada saber
Que isso o que fazes é nada mais que um disfarce
que disfarça a falta de talento, de conteúdo
Então eu só pergunto o porque disso tudo
Deixa de besteira, caro amigo
Que falar “cê” não é tão vergonhoso
que as maravilhas que existem não estão em um livro
A simplicidade é irmã da curiosidade,
a chave mestra do saber.
E se é o saber que “cê” tanto quer,
então vamos lá, correr o mundo para ver
O que espera pra ser visto, pra sentir
Melhor do que achar que já sabe muito,
preso nas paredes, sem aos pássaros ouvir.
Morreremos sem tudo conhecer
mas que morramos tentado tudo absorver
para deixar aos que virão a mensagem de ser.
Tanto artifício, tanto enfeite
Se o que conta no coração
É coisa simples, sem complicação
Você usa o “tu” e o “usas” pra fingir
que tem algo a passar, encoberto por disfarces
Linguagem rebuscada, serve pra nada
Vemos o que tem de verdade, ao texto se abrir
Longe de mim, essa coisa toda
Tanto trabalho, pra rodar e parar no início
Essa viagem sem sentido, produzindo uma coisa fosca
Gostaria de que você tivesse meus olhos
Para enxergar o mundo de outra forma
Que não há o porquê desse enaltecer
De quem pouco estudou e acha que conhece o mundo
Enquanto os homens mais admiráveis, diziam nada saber
Que isso o que fazes é nada mais que um disfarce
que disfarça a falta de talento, de conteúdo
Então eu só pergunto o porque disso tudo
Deixa de besteira, caro amigo
Que falar “cê” não é tão vergonhoso
que as maravilhas que existem não estão em um livro
A simplicidade é irmã da curiosidade,
a chave mestra do saber.
E se é o saber que “cê” tanto quer,
então vamos lá, correr o mundo para ver
O que espera pra ser visto, pra sentir
Melhor do que achar que já sabe muito,
preso nas paredes, sem aos pássaros ouvir.
Morreremos sem tudo conhecer
mas que morramos tentado tudo absorver
para deixar aos que virão a mensagem de ser.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Concursear
Atualmente a entrada para o serviço público no Brasil é, talvez, o maior objetivo dos brasileiros pretendentes a ingressarem no mercado de trabalho. Salários altos, estabilidade financeira, são pontos muito atrativos. Entretanto, nem só de dinheiro se faz um bom profissional, que exerça sua função com prazer, o que acaba fazendo com que muitos funcionários públicos se sintam infelizes com seu tão sonhado emprego e até mesmo acabem se demitindo por incompatibilidade com aquela profissão.
A ocorrência dessa infelicidade profissional é de entendimento fácil: Os concurseiros que lotam as salas de aula Brasil afora estudam anos para todo tipo de concurso, o que abre um leque de opções de profissões diferenciadas. Porém, na maioria dos casos, o aspirante a cargo público não leva em consideração a sua vocação profissional na hora de concorrer no processo seletivo. O que leva a muitas pessoas ingressarem numa profissão onde não tem aptidão alguma, a assumirem cargos que, certas vezes, vão contra toda a individualidade do selecionado, causando um quadro de extrema infelicidade.
Um exemplo clássico são os agentes da Polícia Federal. Excetuando os mais antigos que permaneceram no cargo, dos recém- integrados à corporação pouquíssimos tem a real vocação de serem policiais. O salário é muito agradável, mas existe o lado humano, da satisfação com o emprego. Por mais que ganhe, o homem não é uma máquina que desempenha qualquer tipo de função que seja a ele designado. Este fato não se restringe apenas ao caso da polícia, mas é freqüente em várias outras repartições, levando aos empregados a gastarem uma boa parte do salário com consultas psiquiátricas.
Portanto deve-se ter mais cautela na hora de inscrever-se em um processo seletivo para órgão público, estudar sobre a carreira, o ambiente de trabalho; todos os detalhes daquela profissão desejada. E os órgãos que abrem vagas, deveriam promover uma avaliação seletiva dos primeiros classificados, para uma melhor filtração de seus empregados, fazendo com que até se otimize o serviço quando tais empregados entrarem em serviço. O sucesso profissional vai além de uma remuneração altíssima, o ser humano necessita sentir-se completo no que faz e para isso deve seguir suas aptidões, seja ela qual for.
A ocorrência dessa infelicidade profissional é de entendimento fácil: Os concurseiros que lotam as salas de aula Brasil afora estudam anos para todo tipo de concurso, o que abre um leque de opções de profissões diferenciadas. Porém, na maioria dos casos, o aspirante a cargo público não leva em consideração a sua vocação profissional na hora de concorrer no processo seletivo. O que leva a muitas pessoas ingressarem numa profissão onde não tem aptidão alguma, a assumirem cargos que, certas vezes, vão contra toda a individualidade do selecionado, causando um quadro de extrema infelicidade.
Um exemplo clássico são os agentes da Polícia Federal. Excetuando os mais antigos que permaneceram no cargo, dos recém- integrados à corporação pouquíssimos tem a real vocação de serem policiais. O salário é muito agradável, mas existe o lado humano, da satisfação com o emprego. Por mais que ganhe, o homem não é uma máquina que desempenha qualquer tipo de função que seja a ele designado. Este fato não se restringe apenas ao caso da polícia, mas é freqüente em várias outras repartições, levando aos empregados a gastarem uma boa parte do salário com consultas psiquiátricas.
Portanto deve-se ter mais cautela na hora de inscrever-se em um processo seletivo para órgão público, estudar sobre a carreira, o ambiente de trabalho; todos os detalhes daquela profissão desejada. E os órgãos que abrem vagas, deveriam promover uma avaliação seletiva dos primeiros classificados, para uma melhor filtração de seus empregados, fazendo com que até se otimize o serviço quando tais empregados entrarem em serviço. O sucesso profissional vai além de uma remuneração altíssima, o ser humano necessita sentir-se completo no que faz e para isso deve seguir suas aptidões, seja ela qual for.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Hospitaleiros
O Brasil há algumas décadas é conhecido como uma nação, apesar de seus problemas, extremamente receptiva aos estrangeiros, sejam turistas ou não. Fato decorrente da história de formação desse país, desde o seu “descobrimento” por parte dos portugueses.
Lá, por volta de 1500 um sujeito comandando algumas caravelas chegou à Bahia, o que concretiza o primeiro contato com os nativos aqui residentes. Iniciou-se aí o retrato de como as coisas estão atualmente.
Com a instalação do sistema colonial explorador em território brasileiro, o país começa a ter a alcunha de receptor. Os portugueses fizeram com que a população que aqui vivia se acostumasse a dar o que tem de melhor e receber pouco, numa troca extremamente desigual. O ciclo da cana-de-açúcar instaurou o quadro de servidão brasileira às grandes potências.
Ao passar o tempo a metrópole mudou de nome. Gradualmente, por causa de suas reformas políticas, a Inglaterra tomava corpo e expressão no contexto global. Portugal, que dependia fortemente dos bretões, fez com que o Brasil se endividasse junto, promovendo assim uma retirada excessiva do ouro descoberto da região de Minas Gerais. O ouro não parava em solo português, ia direto aos cofres ingleses e novamente o Brasil era apenas um serviçal.
Durante toda a história o Brasil fora explorado economicamente, socialmente e politicamente. Além de gerar desigualdades sociais, o domínio das metrópoles gerou um subdesenvolvimento psicológico, enraizando nos valores do povo que o Brasil é apenas um vassalo mundial, que sempre deve receber tudo de todo com os braços abertos, tal qual o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
Não é questão de nacionalismo ou xenofobia. Mas o Brasil tornou-se uma espécie de área sem fronteiras culturais. Por um lado é excelente, a miscigenação, troca de valores formando uma sociedade original. Porém, em contrapartida, é algo preocupante no quesito de que de tanto receber o que é estrangeiro, aconteça a perda de uma possível identidade nacional;
Este país tropical passou séculos de eleições elitizadas, uma independência um tanto superficial, revoltas sem efeito. Após mais de 500 anos vê-se o mesmo cenário, apenas maquiado de forma diferente na relação com os Estados Unidos. É dada à hora de haver uma transformação cultural no povo, para que o Brasil torne-se uma colônia perpétua.
Lá, por volta de 1500 um sujeito comandando algumas caravelas chegou à Bahia, o que concretiza o primeiro contato com os nativos aqui residentes. Iniciou-se aí o retrato de como as coisas estão atualmente.
Com a instalação do sistema colonial explorador em território brasileiro, o país começa a ter a alcunha de receptor. Os portugueses fizeram com que a população que aqui vivia se acostumasse a dar o que tem de melhor e receber pouco, numa troca extremamente desigual. O ciclo da cana-de-açúcar instaurou o quadro de servidão brasileira às grandes potências.
Ao passar o tempo a metrópole mudou de nome. Gradualmente, por causa de suas reformas políticas, a Inglaterra tomava corpo e expressão no contexto global. Portugal, que dependia fortemente dos bretões, fez com que o Brasil se endividasse junto, promovendo assim uma retirada excessiva do ouro descoberto da região de Minas Gerais. O ouro não parava em solo português, ia direto aos cofres ingleses e novamente o Brasil era apenas um serviçal.
Durante toda a história o Brasil fora explorado economicamente, socialmente e politicamente. Além de gerar desigualdades sociais, o domínio das metrópoles gerou um subdesenvolvimento psicológico, enraizando nos valores do povo que o Brasil é apenas um vassalo mundial, que sempre deve receber tudo de todo com os braços abertos, tal qual o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
Não é questão de nacionalismo ou xenofobia. Mas o Brasil tornou-se uma espécie de área sem fronteiras culturais. Por um lado é excelente, a miscigenação, troca de valores formando uma sociedade original. Porém, em contrapartida, é algo preocupante no quesito de que de tanto receber o que é estrangeiro, aconteça a perda de uma possível identidade nacional;
Este país tropical passou séculos de eleições elitizadas, uma independência um tanto superficial, revoltas sem efeito. Após mais de 500 anos vê-se o mesmo cenário, apenas maquiado de forma diferente na relação com os Estados Unidos. É dada à hora de haver uma transformação cultural no povo, para que o Brasil torne-se uma colônia perpétua.
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